Depois de tudo

Depois de tanto combater pensamentos ruins. Depois de tanto se enganar e depois de tanto se magoar, ela finalmente viu o depois e se sentiu plena. Somente agora ela entendeu que toda dor tem um depois e espera o que virá… O que virá depois disso.
Ela descobriu o verdadeiro significado da vida, na simplicidade e solidão. E de uma vez por todas se entregou as suas missões. E entre um resquício de murmúrio e lamentação, ela vive a plenitude do seu novo e redescoberto ser.
Ela descobriu que caminhar sozinha não é necessariamente uma caminhada solitária. E que se buscam nela, força, inteligência, coragem, conhecimento e até tentam lhe roubar traços de sua personalidade, é porque ela em tudo transborda. E, talvez, essa seja sua missão. Doar aos outros o que lhes falta, inclusive seus amigos.
Ela não reclama mais da falta de reconhecimento, da ingratidão, do que lhe tomam e copiam ou de a procurarem só quando precisam.
Ela entendeu que veio aqui não para ser servida, como imaginava. Mas para servir!
Ela verdadeiramente tem tudo de sobra, é um exagero de pessoa e de sentimentos. Uma acumuladora nata, inclusive de injustiças, histórias e até objetos. Demorou, mas ela entendeu que não deve tomar as pessoas pelo que ela é. Tão pouco criar expectativas de que elas farão por ela, o que ela faria. E que não deve esperar muita astúcia e sensatez dos que a rodeiam. Pois o aprendizado é individual e não adianta ela querer que vejam o que ela vê. Já que os seus olhos não tem mais juventude e inocência. E se muitas vezes a chamam de arrogante, prepotente e etc, é porque não conseguem entender de onde vem tanta força, inteligência, ousadia e coragem. Na verdade, só agora, ela entendeu que o que incômoda não é ela, mas sua resiliência. Sua arte em só se foder e continuar sempre de pé. E foi assim, se colocando sempre pra baixo, somando os defeitos que lhe apontavam, que ela se isolou e se tornou independente. Se redescobriu e está se reinventando, para azar de alguns, mais uma vez.
Ela não sofre mais por bobeira, por falta de nada e nem de ninguém.
Ela finalmente se basta e não tem medo da solidão, da loucura, da morte, da velhice ou da falta de amor.
Ela está plena, maravilhosa e linda. Como costumava dizer quando estava entorpecida pela felicidade temporária, que amenizava toda sua dor. O mais importante é que seu interior não se deixa mais contaminar, ou pelo menos ela vem tentando com força, se manter pura e livre de maldade. Tudo isso de verdade, sóbria, sem falsas companhias, falsos amores ou felicidades redondas e impermanentes.
Ela sempre teve muita consciência de tudo, mas precisava passar pelos lugares que passou. Ela não fez da sua dor seu vício, ela apenas viveu o que estava sentindo. E, talvez, até venha sentir novamente. Mas hoje, não tem mais necessidade de ir para Nárnia, encontrar os personagens fictícios que lhe prometiam amizade e um mundo melhor.
Ela descobriu que era tudo fantasia, ilusão. E que os problemas não a deixavam só por estar vivendo aquela noite e bebendo alguns copos de “vodka”.
Ela está calma, tranquila e sempre que querem tirar lhe o sossego ela se apega a seu único e verdadeiro amigo, Jesus!
Ela ainda fuma é verdade. E, as vezes, se pega remoendo coisas do passado e sofrendo pelo futuro. Mas ela entendeu que a plenitude que paira sobre ela, é só dela. E que mulher forjada a ferro e fogo, nunca será mar sem tempestade. Como dizem, mar calmo não faz bom marinheiro. E ela, bom… Ela é capitão de navio cargueiro, mestre em mar revolto. Para alguns ela deixou de viver. Para ela, está se protegendo, se reinventando. E aceitou de peito aberto tudo o que lhe botaram pra carregar.
Ela tem ombros largos, passos firmes e um sorriso pra tudo o que lhe chateia.
Ela entendeu que a vida é muito mais que viver. Que só precisa dela mesmo, dos que caminham junto a ela por querer e, não daqueles que são oportunistas por ocasião. Mas até disso, ela aprendeu a tirar proveito e não vê mais com indignação.
Ela tem lar, de quem cuidar. Ela tem opinião. Ela tem criatividade e mais amor do que cabe em um só coração. Ela sempre causou inveja e nunca entendeu o porque.
Ela tem brilho nos olhos. Ela tem luz própria, que nem o tempo vai conseguir apagar.
A luz dela é tão forte que não se importa mais de iluminar o caminho dos cegos que sem ela querem passar.

Setembro/17

Anúncios

Sozinha

É vida ela perdeu!

Veio aqui só para isso.

Tentou e tentou muito.

Mas não conseguiu.

Foi afogada nas lágrimas da desilusão.

Esfaqueada pelas amizades.

Envenenada, lentamente, pelo amor.

Desenganada pela família.

Perdeu as esperanças em sua descendência.

Foi engolida pelos sonhos que construíu.

Viu todo mundo partindo e ninguém quis leva lá consigo.

A deixaram cheias de feridas que o com o tempo apodreceu.

Viu todo mundo feliz, inclusive quem ajudou, todo mundo a abandonou.

Ficou só, com tudo aquilo que confundia sua cabeça e lhe causava dor.

Ela gritou sozinha, em suas horas de horror.

Até que sua voz foi abafada, com tiros de silenciador.

Ela cresceu, cresceu e cresceu.

Forjada a ferro e fogo, achou que era forte para aguentar tanto desamor.

Sofreu, sofreu e sofreu.

De tanto esperar um milagre, sozinha, ela morreu.

03/08/2017

Qual o seu nome?

encontro-vodkatabaco&amor.jpg
Eu nem lembro se sorri quando passava por você. Mas você me puxou e já disse estar “enamorado”. Eu como sempre, fugindo de ciladas, só queria seguir meu caminho. Beber, fumar, rir e fletar. Pra mim já estava bom demais. Não sinto mais aquela necessidade de encontrar alguém. É, eu ando me bastando. Insistentemente me fizeram ficar, minhas amigas achavam que eu precisava de você e, você achava que precisava de mim. Poucas palavras, perguntas de início, e eu, só queria sair dali, não entendia seu nome, não ouvia direito o que falava. Tudo se resumia há “estou enamorado por você”, “fica comigo, me dá um beijo”… E porque eu dei? Seu corpo colado ao meu, sua voz com sotaque estrangeiro, foi me aquietando, tirando a vontade de me divertir. E num passe de mágica eu já não queria mais nada além de te beijar… E que beijo, quantos beijos! Senti algo que há tempos não sentia e com a pele arrepiada, senti novamente meu estômago em pavorosa. Foi frio, revoada de borboletas, desta vez indecifrável. E de tão sem chão, pedi um tempo, com a desculpa de que uma amiga não estava passando bem. Você me fez jurar que voltaria e se prontificou a ficar no mesmo lugar.  Achei quem eu queria, ouvi o que eu não percebi. Que você tinha sido a melhor escolha dos meus últimos 4 anos. Fiquei na dúvida, confesso. Nem estava tão entusiasmada. Mas voltei e quando não te achei, meu pessimismo habitual, me deu o alerta do papel de trouxa. Meio sem graça, meio decepcionada já não tinha certeza se não lembrava do teu rosto ou se realmente mais um árvore tinha sido cortada, para eu desempenhar meu papel. Só que eu precisava ter certeza, afinal não basta se sentir trouxa, tem que confirmar. Mas repentinamente, alguém me diz que não, que você está sim, no mesmo lugar e com jeito de quem está procurando alguém. Vou conferir e, de novo você me olha nos olhos de um jeito que só sinto paz. Falamos rapidamente sobre a nossa procura e em poucos instantes todo aquele barulho, as pessoas, tudo realmente sumiu. Estranho, mais depois de tanto tempo não fiz alguém gastar as 4 horas de conversa pra me conquistar, foi um beijo e depois outro, mais outro… Parecia que tinha uma cola ali, foi um encaixe perfeito, gostoso, tranquilo e avassalador. Tinha carinho, tinha desejo, tinha vontade de ficar junto. A noite foi passando, pessoas circulando e a gente num grude digno de piadas do tipo “Casou”? E aquela altura da noite, eu ainda não conseguia entender o seu nome. Não tivemos vontade de parar, de trocar de lugar, de sabermos dos amigos, mas derrepente estávamos na porta, no bar, no corredor e eu, nem sei como chegamos lá. Eu só conseguia perguntar seu nome (Que apesar do esforço, não entendia de jeito nenhum) e, dizer em voz alta o que estava em meu coração “Será que amanhã ainda vai me querer”? Já você queria a certeza de que me veria antes de partir e por várias vezes me dizia seu nome e rebatia com o “Porque não”? A noite acabou e ainda estávamos grudados. Era um misto de desejo, com encontrei o meu lugar. Tranquilidade que somente algo muito bom nós dá. Nos despedimos, trocamos contatos e promessas. E com os lábios já dormentes não conseguíamos nos separar. Agora estou surpresa, mexida e por quê não dizer, apaixonada. Não falamos quase nada, algo inusitado pra mim. E pela primeira vez sei tão pouco de alguém, mas ao mesmo tempo sinto que é o suficiente. Seu nome agora eu sei, de onde, Chile, profissão, lutador. Pouco? Talvez. Mas você agiu com “malandragem”, me imobilizou com seus beijos, fez dos seus braços uma prisão, meu coração era o oponente, minha razão seu maior adversário, mas no tatame dos encontros fatais e das paixões repentinas você conseguiu o golpe perfeito, foi ponto, Ippon, nocaute. E o que menos importa agora é o seu nome. O mais importante, você conseguiu. Um lugar fixo em minha mente e quem sabe no meu coração. É você venceu! E que bom lutador é você, nem imagina a batalha que ganhou. Mas foi lindo ver você me nocautear.

18 Julho 2016

Minhas mãos eram suas luzes na UTI


saudades-pai.pg

As vezes tento agir como se nada estivesse acontecendo. Como se nada estivesse fora do lugar.

Agora, tento suportar uma dor que sei que todo mundo já passou ou vai passar. Mas as lágrimas surgem e os pensamentos de porquê, me atormentam.

Reluto evitando clamar sua ausência e reclamar dos desígnios de um ser superior que muitas vezes questiono onde está.

Penso segundo me ensinaram que isso pode atrapalhar sua evolução, seu descanso. Mas como fingir noite e dia o meu tormento?

Eu sei, eu prometi não me culpar. E foi uma promessa feita só para eu ouvir, diante do meu esforço e da minha luta constante em te salvar.

Mas como negar que fui influenciada, que me deixei levar… Tudo bem, você estava ali, fraco, deprimido, debilitado, com medo, muito medo, acredito eu. Era fácil te fazerem pensar inverdades, te fazer negar o amor que lhe dávamos.

Mas eu, eu não! Tinha que ter sido forte, cega, muda e principalmente surda. Tinha que ter me imposto, tinha que ter continuado no caminho da luz, da esperança, do amor e da fé.

Bom, falar em esperança e fé com alguém como eu é tão contraditório, tão enlouquecedor… Mas naquele momento, não sei porque, nem como, eu tinha, sentia…

Era algo tão mágico, tão forte que eu até podia ver. Era como se uma luz no céu se abrisse toda vez que eu chegava naquele hospital, naquela UTI.

Todos os pacientes me olhavam estranhamente, uns até me sorriam, pediam meu auxílio mesmo tendo enfermeiras ali. Era como se eu me visse através dos olhos deles.

Eu sentia tantas coisas boas, uma força, um poder. E ouvia frases e perguntas mentais que não eram minhas, do tipo: “Ela não desiste”, “Nossa todos os dias ela está aqui”, “Como é bonito o carinho dela” e, a maior loucura de todas… Eu via que eles enxergavam a mesma luz em mim e até o poder de cura que eu sentia em minha presença, em minhas mãos…

Era uma força estranha, uma força que nunca senti antes. Nem quando soube da possível condição do meu filho. E eu prometi pra mim, ali naquela UTI, que se você não saísse de lá comigo, eu não conseguiria acreditar em mais nada…

Mas o mal agiu. E suas forças foram astutas, ardilosas. Nos envolveram numa trama de mágoas, antigos ressentimentos que martelavam dos dois lados o sentido de gratidão.

É, ele venceu! Dizem que não, mas como bem sabem eu não acredito em acaso, em coincidências. Essa era a nossa prova, nossa missão e, infelizmente, falhamos!

A minha bateria de luz verde, como você mesmo brincou um dia, ficou fraca… E eu não a recarreguei. Deixei apagar, deixei o ressentimento, a fofoca e a maledicência reinar e nos consumir, quando deveríamos semear amor…

Agora me consumo numa culpa que todos dizem não existir, me recuso a entrar no caminho das mágoas pelos que ficaram e da escuridão…

Quero te deixar verdadeiramente em paz e aqui também prosseguir. Afinal, alguém aqui, ainda, depende muito de mim. Mas como esquecer aquele beijo? Como não me perguntar, se você tinha a certeza de que eu te amava e, de que, apesar de tudo, fiz tudo para te salvar…

Ah, e as reticências, sempre presentes em minha vida, nas minhas histórias. Mais de quatro décadas cercada por elas, longas, inconclusivas, intermináveis…

Odiosamente algo que nunca termina. Não gosto de ser ou parecer amarga, de ter esse olhar tão duro e cruel sobre a vida e as pessoas.

Gosto do sorriso fácil, do arco íris depois da chuva, de saber que nada é impossível, como tantas vezes fiz questão de mostrar.

Mas a vida, sempre faz questão de me por a prova e de me mostrar o que há de pior… E isso cansa, desestabiliza, enlouquece!

Ok, perder faz parte e superar é arte. Morrer é natural e sofrer opcional… Mas cá entre nós, com quantos de nos tudo dá sempre errado? Sempre mesmo! Com quantos, as coisas são tão estranhas e confusas o tempo todo? Quantos tem o dom de ver luzes? De tirar sorrisos de estranhos chorando por seus familiares condenados em uma UTI? Quantos conseguem devolver esperança a quem tinha perdido, mesmo sendo taxada de pessimista e sem fé? Quantos vão de encontro a alguém, sabendo que está pessoa saiu de um coma, sem ninguém saber?

Bom, eu não sei quantas. Só sei que comigo foi assim. E não consigo achar respostas para isso, há não ser a de que falhamos… Talvez, agora no final, eu muito mais que você… Pai!

E sei, eu não tenho super poderes e talvez já tenha até perdido minha sanidade… Mas aquilo tudo não foi normal e foi real!

E eu, que já perdi todos os sonhos, o resto de fé e esperança, me pergunto o que mais posso perder?

Só que dentro de mim cresce um medo enorme de que a vida ou está fôrça superior, a qual alguns chamam por Deus, para me fazer entender algo que eu ainda não entendi, me leve tudo, tudo mesmo… Até que eu, sem chão e muito além do fim do poço, me perca completamente de mim.

Dezembro/2015

Você não vai ficar sozinha

image

Nega, neguinha
você não vai ficar sozinha
Nega, neguinha
serei como uma madrinha

Nega, neguinha
não precisa ficar tristinha
Nega, neguinha
se quiser, seremos irmãzinhas

Eu vou cuidar de você
Eu vou estar com você
De agora em diante…
Somos lembranças, unimos a dor

Ele se foi, por aí
nem deu pra despedir
Foi como brisa, agora distante
Que deixa saudades, assim é o amor

Nega, neguinha
você não vai ficar sozinha
Nega, neguinha
era dele, mas agora é minha

Nega, neguinha
você não tá entendendo nada
Nega, neguinha
Não sinta tão sozinha

Eu vou brincar com você
Eu vou sorrir pra você
De agora em diante…
Somos lembranças, unimos a dor

Ele foi sem sentir
Me deu um beijo e, partiu
De agora em diante…
As únicas princesas, sou eu e você

Nega, neguinha
pequena cachorrinha
Nega, Neguinha
você não vai ficar sozinha

Ele amava você
Ele queria te ver
Não teve chance
Ordenaram a partida, sem despedidas

Minha pequena, não tenhas medo, agora é comigo, perdi o meu pai e, você seu amigo
Mas eu te prometo, cachorrinha querida nessa nova jornada serás muito amada, quase uma irmã, mais que uma amiga.

29 outubro 2015

*Aquele momento em que dar carinho vira lágrimas e palavras viram uma triste canção.

Alguns parques não merecem público

image

Essa manhã acordei diferente, tava pensando como a minha visão sobre você mudou. Antes você era algo mágico, bonito, inspirador. Me fazia bem pensar em você, me fazia bem saber o sentimento que eu tinha por você. Mas agora tá tudo diferente sabe?! Não sei muito bem o porque, mas acho que comecei a te enxergar de verdade. Sem aquele brilho, aquela ilusão, sem fantasiar sobre você. Passei a te enxergar na real, claro, limpo e cristalino. E o que vejo, não tá sendo muito legal… É, eu acho que te idealizei, mas isso é normal não é?!
A gente cria mesmo imagens irreais sobre as pessoas, a gente fantasia, a gente gosta de se iludir. E eu só sei que você não é tudo isso e, talvez não seja nem a metade do que eu imaginava. E isso me deixa, meio assim, sei lá! Acho engraçado, você achar que o meu gostar é querer você eternamente pra mim. Só que eu não sou nenhuma louca e você ainda tá tão perdido. Acho que você não percebeu, eu adoro me divertir, mas quero respeito. E soa estranho você entender isso como prisão. O complicado é você gostar de algo que só existiu na sua mente. Idealizar, criar um ficção e depois perceber que não era nada daquilo. E você, não é só complicado, difícil de lidar e teimoso, você talvez é até mal caráter, sem vergonha, sem brio, imaturo e cafajeste. Você é dissimulado, indiferente, egoísta e cruel. Aquele tipo que só tem sentimentos por si mesmo, que quer tirar vantagem e se acha muito mais do que realmente é. E eu não sou tão boba, tão cega ou tão desesperada, de não perceber tudo isso. Estava somente te dando corda e agora ela se rompeu, porque cansa bancar a idiota, a bobinha, a cega. E você sabe de tudo isso, apesar de se achar um cara legal. Você mesmo já disse, que não namoraria com você. E tem sentido. Todo o sentido e, na real, é verdade. Você tem todos os motivos para pensar assim. Somos nós, cegas românticas, afoitas por uma história de amor, que não enxergamos a perda tempo que você é. Faz bem no início e, é bem gostosinho ouvir toda aquela ladainha de você. Acreditar que você é um homem de verdade e que só tá meio perdido. Que se importa e que vale a pena um investimento. Mas o meu sei lá, me deixou de boa, me deixou em paz comigo. Já li todo o seu jogo faz tempo e não guardo mágoas, ressentimentos ou qualquer coisa ruim. Percebi que não estava errada e sou mesmo, muito areia para o seu caminhãozinho. Que vive meia bomba, diga-se de passagem, por muita ganja ou sei lá, mas nunca fica bem abastecido como deveria. E, eu meu querido, sou mulher pra tanque cheio e várias viagens. Me perdoa não é por mau, minha ironia e senso de humor sempre me dominaram sabe?! Até nos momentos mais difíceis eu nunca perco uma piada. E que piada está sendo você. Fez até, me sentir usada em algumas vezes, mas tá valendo como diversão. Só que agora, o brinquedo parou e tô saindo do parque, ainda meio sei lá. Esse seu parque tá tipo Playcenter. Tá defasado, sem emoção, caro e perigoso pra brincar, tem que ser fechado porque você é daqueles que não se cansa de machucar. É você, é um cara errado, mais um que minha mão podre escolheu… Você é o cara errado que eu gostei. Bom, mas você também é o primeiro que eu consegui perceber tudo isso sozinha e, antes do parque fechar.

26 Novembro 14

Quantas vezes esperando

image

Quantas vezes me arrumei, esperando você me chamar.
Quantos finais de semana planejei esperando você me ligar.
Quantas coisas escrevi e você nunca vai ler.
Quantas coisas ouvi, esperando que você não fosse dizer.
Quantos palavras guardei, esperando o melhor momento, em que eu as pudesse dizer.
Quantos sonhos tive e, esperando, todos eles foram naufragando, um a um.
Quantas vezes me despedi, esperando que você tivesse vontade de ficar.
Quantos “chega, não quero mais” pronuncie, esperando você me amar.

04 Setembro 14